segunda-feira, 16 de agosto de 2010
O texto de Lucas 16.1-14, onde Jesus diz para grangear amigos com as riquezas da iniquidade, é um texto, realmente, compexo e que tem dado muita dor de cabeça aos leitores da Bíblia. Assim sendo, como muita gente me pergunta o que quer, de fato, dizer isso, gostaria de tecer alguns comentários respeitantes. Em primeiro lugar, Jesus está contando uma parábola. O termo parábola vem de dois termos gregos: PARÁ, que significa ao lado de e BALLOU, que quer dizer jogar como, por exemplo, jogar dados. Daí, o termo grego parabolê. Parábola, portanto, é uma verdade espiritual que Jesus usou muito em Seu ministério, com o fito de dizer verdades mais abrangentes. Em primeiro lugar, temos que verificar que Jesus está contando uma parábola aos Seus discípulos, onde Ele explica que o mordomo, que não é dono de nada, é, na verdade, um administrador temporário dos bens de seu senhor. O texto diz que ele era um mau mordomo e, por isso, foi despedido. Ato contínuo, seu patrão pede que ele lhe preste contas. Esse mordomo ruim, incompassível e ladrão, tem em mente, usando dos seus artifícios, um plano que lhe permita ter um meio de se sustentar até que arrume outro empreo. Desta forma, enquanto não arranjasse outro emprego, procurou, de forma ardilosa, agradar os devedores do seu senhor, reduzindo a dívida. A dívida do azeite, que era de 3300 litros, ele reduziu para 1650 litros e a dívida do trigo, que era de 36000 litros, ele abaixou para 28800 litros, com a intenção precípua de criar, ao mesmo tempo, uma amizade e um conluio já que, desta forma, ele fez com que os devedores participassem da sua falcatrua. O verso 8 diz qaue o Administrador se admirou da astúcia do seu servo, o que confirma que, de fato, as pessoas do mundo são muito astuciosas, como diz, inclusive, o texto de Mateus 10.16, onde Jesus afirma que nós devemos ser prudentes como as serpentes. Granjear amigos com as riquezas da inujustiça é, portanto, granjear amigos com o dinheiro terreno, com as riquezas terrenas, quer dizer usar, apropriadamente, o dinheiro que se ganha com o trabalho, investindo-o na obra de Deus. Quando a pessoa morrer, o uso apropriado terá gerado salvação a muitos, uma vez que a evangelização gerou salvação. De fato, Jesus está dizendo para usar os bens terrenos para obtermos a verdadeira riqueza eterna. Jesus está dizendo, claramente, que não devemos usar o dinheiro com usura ou para nós mesmos. A verdade clara é que todo homem terá que prestar contas do que possui diante de Deus. Esclarece-se, portanto, que Jesus não está louvando nem aprovando a desonestidade do servo, mas está louvando a astúcia. Ele está dizendo que o povo de Deus deve ser mais específico com as coisas de Deus, tratar com mais profundidade, exatamente como o povo do mundo trata das suas coisas. O ensino claro é que não devemos nos apegar às riquezas, no sentido de que elas nos dominem e isso fica claro quando, no versículo 11, Jesus diz que se não fostes fiéis com as riquezas e bens terrenas, como Deus poderá confiar às pessoas a Sua obra. A fidelidade não depende da quantia, mas do senso de responsabilidade com que a pessoa trata a riqueza. De fato, Deus não pode colocar, na direção do Seu povo, ninguém que trate o dinheiro com usura. O texto diz que somos meros adminstradores do que Deus nos deu em vida, querendo nós ou não. O texto do Rico e Lázaro deixa isso muito claro e entendemos que somos, outrossim, mordomos das riquezas espirituais, enquanto estivermos nesta terra. Quando chegarmos ao céu, deixaremos de ser mordomos para que sejamos herdeiros. A mordomia, portanto, é um teste terreno daquilo que teremos no céu. Há uma incompatibilidade entre riqueza e Deus, no sentido de sermos servos, quando o texto diz que temos que amar um e odiar outro e que não podemos amar mamon, que, em grego, é mamonas, isto é, um termo de procedência caldaica e que signicia o deus do dinheiro. No final, entretanto, o texto fica claro que está, também, sendo dirigido aos fariseus gananciosos, já que o verso 14 diz que os fariseus que ouviam o ensino, zombavam dele. Fujamos, portanto, do amor ao dinheiro, que é a raiz de toda sorte de males. Que Deus o abençoe.
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